sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sei que cresci...

...quando:
Recebo uma provocação, olho para a pessoa e ignoro-a.
Há uns anos pensei que nunca seria capaz.
Que todas as vezes que me provocassem, responderia na hora.
Hoje não me apetece perder tempo e energia com pessoas que não me dizem nada.
É isso.
Estou crescida.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pu** que pariu

É assim que hoje me apetece responder a toda a gente.
Não estou com paciência nenhum, nenhuma, nenhuma.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quente, quentinho...

Aos anos que eu não sabia o que era apanhar um escaldão.
Desconfio que estava capaz de estrelar um ovo na barriga.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

13

O meu número preferido.
Espero que hoje seja o meu dia.
Gosto muito.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

CV

Nunca tive necessidade de enviar um curriculum para lado nenhum.
Foi a primeira vez que fiz um.
Enviar esta informação faz-me sentir que ando a pedinchar. Não sei.
Sinto-me como os carochos do metro a pedir um cigarro a todos os que passam por ali.
P*ta de sorte a minha.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Fechar a porta

É a primeira vez que estou nesta situação.
De repente, oito anos da minha vida são atirados porta fora.
Sinto que nem tive tempo de fechar a porta e apagar a luz.
Fui empurrada. É isso.

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

E não é fácil lutar contra quem lhe quer fazer sentir especial.
Nunca foi de acreditar apenas nas palavras. As atitudes contaram sempre mais. É ali que está o peso das suas decisões.
Mas como, como é que alguém, ao fim de tantos anos, é capaz de se lembrar que afinal, é a ela que ele quer...
Agora que ela tem a vida dela encaminhada.
Não é fácil. Nunca ninguém disse que era. 


sexta-feira, 6 de julho de 2012

...

O coração dela está cada vez mais confuso e a cabeça teima eu ajudar nesta confusão.
Ela não duvida que ama o namorado, que o quer na vida dela. Que apesar dos defeitos dele, as virtudes superam sempre todas as más atitudes que ele possa ter.
Mas o outro insiste. Diz-lhe que cada dia que passa a quer mais. Quer beijar-lhe os lábios, sentir o sabor da boca dela...
Quer que ela lhe sinta o corpo, e ele quer sentir o dela, o cheiro da pele dela que ele sente de manhã quando a cumprimenta e que o deixa imaginar o que seria tê-la na cama dele.
O coração dela bate. A tentação é forte. Faz das palavras dele o filme.
Mas não pode. Não quer. Não é correcto.
E agora, o que é que faz agora? 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Estranha sensação

Esta tem sido uma semana estranha para ela.
Feliz na relação que tem sente que lhe falta qualquer coisa. Espera sempre mais. Que talvez ele não se esqueça de a convidar para o cinema ou que lhe mande uma mensagem sempre que chega tarde. Não é que ela queira controlar as horas a que chega, mas sim acordar a meio da noite e saber que ele está bem.
Nesta semana teve dois encontros não programados.
Ao atravessar a rua, encontrou uma paixão antiga do secundário, com quem tinha tido uma tentativa de relação falhada. Não por ele, mas por ela que na altura não trocava a sua liberdade por nada nem por ninguém.
Gostou de o ver, de o saber de bem com a vida mas ficou a interrogação na cabeça. Teve saudades dele e por momentos imaginou o que seria a vida dos dois em conjunto. Sabe que amor não lhe ia faltar, ele continuava um amoroso como sempre foi. Com um sorriso rasgado e os olhos brilhantes de felicidade pelo reencontro. Pensou que nesta altura, se tivesse ficado com ele, que estaria casada e com filhos, a viver a plenitude do que julga ser a felicidade. Trocaram ainda algumas mensagens e ficou a promessa de um dia destes se encontrarem de novo.
O outro encontro, esse ocorre todos os dias.
São companheiros assíduos nas viagens de comboio. São amigos de anos e foi ela quem o ajudou quando se separou da mulher. Não foi fácil, havia um filho no meio por quem ele era e é, completamente louco. Ele costuma dizer que é a única coisa importante que tem na vida, ela sorri-lhe e diz que acredita que sim e que isso se nota sem ele dizer uma palavra sequer.
Um dia destes, depois de um "bom trabalho! Até amanhã" recebe uma mensagem no telemóvel onde ele lhe dá a entender literalmente que gostava de estar com ela, num outro sitio qualquer que não aquele. Ela entra na brincadeira. Responde-lhe que para isso teria que se "divorciar". Ele diz que espera, que não tem pressa, que poucas mulheres lhe despertam o interesse e que ela era diferente, que tinham uma amizade, que sempre gostou dela, por muitos motivos, entre eles o facto de ser companheira, transparente, sincera, trabalhadora, divertida, bem disposta e pela beleza que possuía. Ela leu a mensagem vezes sem conta, não sabia que significava tanto para ele, pensava apenas que a tinha como amiga, que nunca lhe tinha passado pela cabeça que ele pudesse imaginá-la como a mulher dele. E ele retorna, pergunta-lhe se é feliz na relação actual. Ela pára, demora a responder, questiona-se, serei feliz? Ganha coragem e responde-lhe que sim, que como todos os casais já teve os seus momentos menos bons, mas que sempre conseguiram superar as adversidades. Ele é rápido na resposta, diz-lhe que sabe que a relação não vai terminar tão depressa, mas que vai estar atento e esperar por ela. E acaba com uma frase que lhe ficou às voltas na cabeça e no coração.
"Ele tem sorte".
Será que tem??? Será que o namorado dela sabe a sorte que tem em tê-la na vida dele???

quarta-feira, 4 de julho de 2012

...

Sinto-me cansada. Sem forças. Sem vontade.
Os últimos dias não têm sido fáceis.
Não sei lidar com a desonestidade. Não sei lidar com mentiras. Com pessoas hipócritas.
Não tolero que magoem as pessoas que são importantes para mim.
Custa-me não poder arrancar-lhes o sofrimento e sofrê-lo eu, sozinha. Eu sei que era capaz de aguentar. Aguento tudo, desde que não seja ver o outro desesperado.
Custa-me que não entendas isso. Que não me ajudes da maneira que queria.
Se calhar é isso. Sou eu que idealizo as coisas de uma maneira e tu ages de outra.
Mas eu explico, eu tento mostrar-te como são as coisas mas tu não entendes, achas que tem de ser sempre tudo à minha maneira. Mas não. Não quero que seja à minha maneira, quero que seja da maneira que me faz sentir bem. Que me conforta. Que me limpa as lágrimas que, sem querer, escorrem pelo rosto.
Hoje, queria dormir. É. É isso...