...as conversas matinais entre mocinhas no auge dos seus 16/17 anos, no metro.
Já vi de tudo. Já ouvi de tudo. Assim julgava eu. Mas não, estava enganada. Afinal elas conseguem surpreender-me a cada dia que passa.
As miúdas desta idade fazem-me confusão. Não sou muito mais velha e tudo o que elas passaram também eu já passei. Sinto-me velha ao pé delas, é um facto. Na minha altura e com esta idade, chego agora à conclusão, que tinha muito mais maturidade que elas. Via o mundo e o meu futuro com outros olhos. Tinha ambições e chateava-me quando não as conseguia atingir. Tive os meus desgostos amorosos, claro. Quem nunca os teve?! Mas daí a fazer um filme e gritar para toda a carruagem ouvir que a fulana A tinha enviado um sms ao tipo X a dizer que ela não era rapariga para ele e muito menos fazia o género dele e gritar em alto e bom som que se tinha passado da cabeça e que quando a encontrasse que lhe ia dar no focinho para ela aprender a não falar dela?! Pah... no meu tempo também se davam uns açoites nas moçoilas mais atrevidas, mas não se gritava isso aos quatro ventos não fosse alguém ouvir e castigar-nos a seguir... aliás, bater em alguém tinha que ser uma coisa muito bem planeada não fosse haver testemunhas.
E as roupas delas... credo. São todas fotocópias umas das outras. E a base? Porque é que metem base três vezes mais escura que o tom de pele delas? Acham que ficam bonitas? E os pais... o que é que o pais pensam disto? Acham normal as raparigas saírem assim de casa???
Enfim... sinto-me a minha avó a falar...
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